Um guia simples para ler relatórios das corretoras

Por Pedro Albuquerque e Guillermo Parra-Bernal

As corretoras e os bancos têm analistas cujo trabalho é estudar as companhias listadas na bolsa. Eles analisam cuidadosamente as informações relativas ao balanço, elaboram estimativas de resultados e indicam aos seus clientes qual é o potencial de ganhos das ações dessas companhias. Em relatórios enviados a clientes, eles indicam a compra, a venda ou a manutenção de um papel. Esses relatórios orientam as decisões de muitos investidores.

Um dos nossos membros uma vez nos perguntou: “Como sei quando uma ação atingirá o preço-alvo? O que implica seguir uma recomendação de um relatório?” Nesses relatórios, os analistas falam sobre o desempenho que esperam das ações de companhias que acompanham. Esses relatórios são bem legais para quem deseja entender como funciona uma determinada empresa e qual a relevância dela. Muitos deles vêm em inglês, então a dica é que você tenha sempre um bom dicionário por perto.

Os relatórios trazem informações detalhadas sobre as operações e o ambiente em que a companhia opera. A partir daí os analistas calculam os múltiplos – que são métricas de desempenho relativo. Esses cálculos permitem que eles deem uma recomendação e fixem um preço-alvo para a ação em um período determinado.

Quais os elementos nos quais você precisa prestar atenção em um relatório?

O primeiro é o preço-alvo, obtido por meio de um método chamado fluxo de caixa descontado, que calcula a geração de caixa no futuro e a corrige em relação ao custo de oportunidade. O resultado é dividido pelo número de ações da companhia.

A ação não necessariamente atingirá o preço-alvo nesse período, porque pode ser impactada por imprevistos. É importante frisar que nem todas as corretoras calculam o mesmo preço-alvo, porque as premissas adotadas para seu cálculo podem divergir.

Depois, vem a recomendação que podem ser três: compra, venda e manutenção.

Cada uma tem suas nuances: uma compra em uma corretora não necessariamente significa o mesmo em outra. Existem definições de compra que preveem que a ação terá um desempenho melhor relativo a um índice de mercado.

Muita gente reclama que poucas corretoras recomendam venda em um papel. Muitos gestores interpretam “manter” como “uma recomendação de venda sutil”. É uma boa ideia seguir essa dica. Por isso, procure se informar sobre a companhia e compare a maior quantidade de relatórios possível.

No caso de uma companhia que acabou de listar suas ações na bolsa, informe-se se a corretora que emitiu o relatório participou da oferta. Existe o risco de que ela possa ter sido tolerante demais com os riscos da companhia. Observe se os argumentos usados fazem sentido. Teste seu conhecimento.

Os relatórios de corretoras são uma das muitas ferramentas que ajudam na decisão de investir, mas não a única. E não se esqueça: não leia um relatório apenas.



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